Gnóse – Lvx et Frati https://lvxetfrati.com.br Ordem Mística Wed, 11 Feb 2026 14:28:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://lvxetfrati.com.br/wp-content/uploads/2022/02/logo_lux_et_frati-150x150-1.png Gnóse – Lvx et Frati https://lvxetfrati.com.br 32 32 OS CÉUS PROCLAMAM A GLÓRIA DE DEUS. https://lvxetfrati.com.br/2025/05/04/os-ceus-proclamam-a-gloria-de-deus/ https://lvxetfrati.com.br/2025/05/04/os-ceus-proclamam-a-gloria-de-deus/#comments Mon, 05 May 2025 01:36:20 +0000 https://lvxetfrati.com.br/?p=1636

Do povo do deserto vêm as tradições que foram a base para a maioria das crenças que existem e existiram no Ocidente. Foi sob a crença no deus do deserto que se desenvolveu a hierofania que, até hoje, molda nossas crenças. Hierofania é uma palavra que traz, em sua etimologia, o significado da manifestação reveladora do sagrado, e foi na visão que esse povo tinha dos céus que o sagrado ganhou significado como o contato de deus com os homens.

Para aqueles que viviam no deserto, os céus eram o que definia a complexidade da vida e da morte. É neles que as estrelas e a noite contam histórias sobre o tempo e sobre as estações do ano, que definiam as plantações e as colheitas, sustentando os ciclos da natureza e a sobrevivência do povo. É nos céus, durante o dia, que o sol traz a vida e também castiga aqueles que subestimam sua força mortal sobre as areias do deserto. Ele dá a vida e ele a toma. É dos céus que cai a chuva que alimenta a terra e sua vegetação, enche os rios e traz abundância aos homens.

É nas constelações, durante a noite, que a complexidade do universo se manifesta, em um infindável mar de outros sóis, cometas, planetas e corpos celestes que ainda hoje são descobertos por nossos cientistas.

Foi em nome dos céus que a manifestação do eterno falou por meio de anjos e profetas, por muitos milênios, e foi em nome dos céus que um profeta, em particular, falou sobre o amor e sobre a tolerância.

Nem tudo em nossa tradição ocidental é baseado na hierofania celestial; parte do que cremos vem de hierofanias ctônicas, das florestas, das águas, das plantas e de outros pontos de contato com o sagrado. Ainda assim, é necessário que, ao olharmos para os céus em um fim de tarde, durante a preparação para o Ritual ao Sol, tenhamos em mente que o firmamento, em toda a sua grandeza, manifesta a glória do contato que nossos ancestrais tiveram com o sagrado e a grande dádiva que foi, para nós, o recebimento dessa herança bendita e milenar.

Os céus proclamam a glória de deus e a união do homem com o sagrado, para todo o sempre.

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A NATUREZA DA VERDADE https://lvxetfrati.com.br/2024/06/02/a-natureza-da-verdade/ https://lvxetfrati.com.br/2024/06/02/a-natureza-da-verdade/#respond Sun, 02 Jun 2024 16:06:27 +0000 https://lvxetfrati.com.br/?p=1622 Existem três tipos de buscadores assim como existem três tipos de caminhos para estudar a natureza da verdade universal. O primeiro tipo é o buscador solitário, àquele que é um desbravador das ciências. Ele se utiliza de convicções e crenças para tentar entender o mundo ao seu redor, cataloga experimentos e aprender sobre a verdade de todas as coisas.

O segundo buscador é o buscador iniciado que é àquele que recebe uma certa quantia de informação e orientação de um mestre de uma determinada escola de conhecimento. Esse por sua vez caminha com passos um pouco mais seguros no aprendizado da ciências humanas, tanto das conhecidas quanto das ainda não compreendidas. O seu movimento se limita pelo tanto de informação que lhe é dada, e normalmente ele é orientado a não ir além do seu conhecimento e aguardar com calma e paciência que a informação que a ele foi confiada se transforme ao longo do tempo em sabedoria. O terceiro tipo de buscador é o mestre. Esse por sua vez tem a sua disposição toda a informação catalogada e transmitida por seus antecessores. O mestre tem o poder da escolha e da sabedoria e assim como o iniciado solitário pode ousar em suas tentativas. Com a diferença de que sabe um pouco mais sobre os riscos.
Ao escrever essa divagação sobre a natureza da verdade eu tenho a consciência de que eu faço sob a perspectiva de um buscador iniciado, e é possível um futuro em que eu perceba que minha análise estava incorreta. Pois Como diz aquele velho ditado “não vemos o mundo como ele é, vemos o mundo como nós somos”.

Nos contam uma história, que em1752, Benjamin Franklin teria realizado um experimento para entender melhor a natureza da eletricidade.
Franklin teve a ideia de voar uma pipa durante uma tempestade. Ele prendeu uma chave de metal na linha da pipa e soltou-a no ar. Sua hipótese era que a eletricidade dos raios seria atraída pela pipa e viajaria pela linha até a chave. Quando a tempestade começou, ele observou que as fibras da linha da pipa estavam se erguendo, indicando que a eletricidade estava passando por ela. Franklin aproximou a mão da chave e viu uma faísca, confirmando que a eletricidade estava sendo conduzida.
Este experimento ajudou a demonstrar que os raios são, de fato, uma forma de eletricidade e levou ao desenvolvimento do para-raios, uma invenção que ainda hoje é usada para proteger edifícios contra raios.
Apesar de ser uma história famosa, é provável que Franklin tenha tomado várias precauções para evitar ser eletrocutado, e a reconstituição exata do experimento ainda é discutida entre historiadores.

Outra história muito conhecida é  que em 1891 Nikola Tesla teria desenvolvido uma bobina, que era um tipo de transformador ressonante, que podia produzir alta tensão e alta frequência de corrente alternada. Tesla usava essa bobina para realizar uma série de demonstrações públicas espetaculares que não só mostravam os princípios da eletricidade, mas também tinham um impacto visual impressionante. Tesla conseguia acender lâmpadas fluorescentes à distância, sem a necessidade de fios, simplesmente segurando-as perto da bobina em funcionamento. Isso era impressionante na época e mostrava o potencial da transmissão sem fio de energia.

Deixando de lado a exatidão histórica e tomando como premissa que ambas são verdades, da maneira como nos contam, qualquer pessoa minimamente culta, pode perceber a relação entre os dois casos. Ambos os cientistas buscavam a verdade sobre a natureza da eletricidade.
No entanto, é interessante notar que apesar de a eletricidade ser o alvo do estudo em ambos os casos, o caminho tomado pelos dois experimentadores foi diferente. E o mais interessante é notar que é possível distinguir de maneira clara o tipo de buscador que cada um foi.
Benjamin Franklin foi o buscador solitário pois estava desbravando um caminho mesmo sem ter um preparo acadêmico sobre o mesmo. Benjamin Franklin nasceu em família modesta e nunca teve uma formação acadêmica, ao contrário de Nikola Tesla que apesar de não ter concluído sua formação superior foi um acadêmico e a história conta que foi um significativo acadêmico, que podemos então identificá-lo como buscador iniciado, Sendo que o seu campo de estudos era principalmente a eletricidade e o magnetismo.

Essas duas histórias eu uso para exemplificar e meditar sobre a verdade intrínseca do universo, aquilo que o físico teórico David Bohm chamou de ordem implícita. Para Bohm toda a matéria do universo seria a manifestação de uma realidade separada dela, todas as coisas que existem, existiram e existirão são a manifestações de uma mesma coisa.
Não consigo compreender e nem aceitar os estudos mágicos se eles não puderem ser baseados na ciência experimental, a magia tem que ser necessariamente o estudo teórico da mecânica do universo caso contrário é religião, dogma ou crença. E aonde há a crença não há a verdade porque a verdade ela não se apoia no acreditar e sim no saber.
O acreditar na magia pode até existir mas ele tem que ser como um apoio, como aquelas pequenas rodinhas que colocamos nas bicicletas das crianças até que aprendam a pedalar sem apoio. Assim é a crença ela até pode ser usada para que o iniciado entenda a verdade do saber, mas depois ela deve ser tirada da equação.
Estamos em 2024 e há algumas décadas entramos no Novo milênio. Um milênio de farta informação sobre as mais diferentes atividades universais e não obstante farto também de muita confusão, ignorância, despreparo e pessoas que se utilizam do baixo intelecto do povo para fins insignificantes.
Para mim o lado bom de toda essa informação é que pude analisar e compreender que a verdade se manifesta por vários caminhos, quando contei a história de Benjamin Franklin e Nikola Tesla não foi para dar ênfase ao resultado e sim para dar ênfase ao caminho de cada um, ao método que utilizaram para chegar no mesmo fim; o estudo e a compreensão da natureza da energia elétrica. E esse exemplo podemos usar em qualquer busca humana que procure entender a natureza do universo.
Quando percebemos isso, percebemos que religiões, dogmas, sistemas, escolas, livros, filmes e todo tipo de catálogo de informação nos leva para uma mesma verdade. Mas o que é essa verdade?
Essa verdade não pode ser mensurada, não pode ser objeto de estudo, não pode ser catalogada como uma coisa nem mesmo como um ser senciente ou consciente, não, essa verdade ela transcende nossas explicações e tão pouco pode ser verificada por nossos sentidos nem por nossas máquinas.
No entanto podemos sentir e dizer com convicção que existe uma verdade para todas as coisas, e o mais interessante é que cada caminho vai colocar uma roupagem para essa verdade, cada caminho cria uma espécie de linguagem de programação de alto nível para que nós humanos possamos comungar com essa verdade. Caso contrário Ela seria inacessível a nós.
Quando comecei a pensar sobre isso comecei a perceber que todas as linhas de pensamento humano que tenta entender essa verdade tem algo em comum. Não consigo exatamente descrever o que é esse algo em comum, o mais perto que consegui escrever é o que chamei de estado de percepção além dos sentidos e além de qualquer explicação.
O cristianismo irá chamar de contato com o espírito Santo, o budismo irá chamar de estado de iluminação, a física quântica irá chamar de superposição, a neurociência fala algo sobre neuroteologia, que é a observação e o estudo de efeitos religiosos e místicos no cérebro humano por meio da ressonância magnética funcional. Independente de qual seja a religião ou filosofia, todas deram uma roupagem para o caminho que leva até esse estado inexplicável.
Possivelmente a natureza da verdade nunca seja totalmente explicada ou compreendida por nós humanos, pelo menos não na condição em que estamos. Pode ser que no futuro venhamos a sofrer uma mudança drástica na maneira como percebemos a realidade e somente assim com uma nova compreensão poderemos acessar informações que agora nem mesmo entenderiamos. E a probabilidade de isso acontecer é muito grande por uma questão lógica, pois essa verdade quer ser conhecida e está nos preparando para tal.
Até lá, a humanidade precisa entender somente uma coisa; todos os caminhos levam à verdade, mas alguns são mais perigosos que outros.

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A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA https://lvxetfrati.com.br/2022/05/13/a-consciencia-cristica/ https://lvxetfrati.com.br/2022/05/13/a-consciencia-cristica/#respond Fri, 13 May 2022 16:34:22 +0000 https://lvxetfrati.com.br/?p=885

Muitas correntes místicas, religiosas, filosóficas e científicas apregoam que o
universo foi criado a partir de uma consciência superior. Sim, mencionei a cima a
corrente cientifica porque a física quântica afirma ter provado tal fato.
Esta consciência, que também podemos chamar de Inteligência é infinita e
onipresente e esta por de trás não só da formação do corpo de todos os seres, seja
arvore, animais, montanhas, rios, oceanos ou seres humanos, mas também de todo o
universo, que são criados e recriados a todo o momento.
Esta inteligência universal atua como um processo de organização de todo o
cosmo, e a percepção de sua existência é sem sombra de dúvidas, fator indispensável
para a evolução espiritual de todo homem e de toda a mulher.
A criação é um processo no qual o Ser Divino é transportado para fora de Si
mesmo para habitar no coração de todas as coisas que existem.
A palavra Cristo derivada do latim “Christu”, que vem do grego “Khristós”, que
significa “ungido”, “consagrado” que por sua vez deriva do hebraico “Mashiach” que
significa “Messias”. Jesus de Nazaré recebeu o titulo de Cristo por ser considerado por
alguns judeus o messias mencionado nas escrituras hebraicas.
Por tanto, todo aquele que é iniciado e tem seu Ser despertado e elevado é um
cristo, uma vez que cristo não é um nome próprio e sim um adjetivo que indica um
estado espiritual.
A Consciência Cristifica é um estado de consciência em que a alma é
transformada e despertada para a mais alta consciência que um ser humano pode
alcançar na terra. Um estado de espirito no qual há uma conexão com o poder mais alto
e a compreensão desta força. Sendo assim Ela não está ligada a nenhuma religião ou
doutrina religiosa

Segundo o escritor e místico Joseph Murphy
(1898 a 1981) do movimento do Novo Pensamento,
cristo significa a consciência do homem despertado
e o estado de consciência elevado. Segundo
Murphy está consciência é o amor e a compaixão e
significa a morte do homem profano dos cinco
sentidos, onde o intelecto é iluminado por uma luz
que se irradia de dentro e há um reconhecimento de
que o EU SOU é a mente universal interior.
No oriente tal estado de consciência crística
recebe o nome de Estado Búdico, onde o ser

humano esta unido com a natureza, esta no ponto de fluir, no ponto de integração de
união como os opostos, em ponto de equilíbrio e transcendência entre o bem o mal.
Uma consciência desperta reconhece que há uma grande unidade em que todos
os seres são um, e que qualquer sentimento negativo em relação ao o outro perturba a
harmonia do Todo e da unidade das quais todos fazemos parte.
A consciência crística faz com que vejamos apenas a perfeição divina e a ideia
divina por trás de toda a forma. Faz com que vejamos a realidade sempre flutuante, a
justiça e a beleza em todas as coisas e nos torna cegos a todas as evidencias dos cinco
sentidos, as crenças e os poderes mundanos limitantes fora de si.
Ao meditarmos sobre a beleza que há nas coisas, o amor e a paz, sentimos que
estas qualidades estão sendo despertadas em nós.
Através da verdadeira iniciação ocorre a iluminação que nada mais é do que um
segundo renascimento ou o despertar espiritual do humano, permitindo-nos alcançar
este estado elevado de consciência Crística.

FONTES DE PESQUISAS
https://www.significados.com.br/cristo/
https://www.youtube.com/watch?v=FaTanU0Whh4
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Murphy
https://dharmaemportugues.com/estado-budico-buddhahood-parte-4/

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A ESCURIDÃO ESSENCIAL https://lvxetfrati.com.br/2022/04/25/a-escuridao-essencial/ https://lvxetfrati.com.br/2022/04/25/a-escuridao-essencial/#comments Mon, 25 Apr 2022 09:30:47 +0000 https://lvxetfrati.com.br/?p=871 Você tem medo do escuro?

Um dos maiores medos ainda continua sendo o da Morte, a derradeira “escuridão desconhecida”. Contudo, até mesmo a Morte você pode conhecer intimamente e compreendê-la, aqui e agora. Tudo o que se tem a fazer é escutar a noite.
A mensagem do Anjo da Morte é carregada pela brisa fresca que vem de lugar nenhum. Seu sussurro exige audição. Ele permeia a nossa memória coletiva com uma Verdade que é inegável.
Muitos tentam “racionalizar” seu sussurro como sendo coincidência ou loucura. Lembre-se do que é realmente a “coincidência”. Sinais sucessivos tentam desesperadamente ganhar a sua atenção. E a loucura? Bem, a loucura é nada mais do que lembrar muito e não saber como comprovar essa memória no dia a dia; a “loucura” cessa quando a compreensão e a aceitação começam.
A humanidade tem um longo caminho até que compreenda a verdadeira natureza da Morte. A Morte não é a portadora da dor; a Morte é a libertação da dor. A Morte não quer as suas lágrimas de sofrimento, nem merece a sua raiva. Você a ataca simplesmente por má compreensão, que se desenvolve em medo e aversão. O Anjo da Morte sabe que Ele é o único que verdadeiramente se lamenta.

A Morte não exige sacrifícios de inocentes. Nenhuma alma precisa acompanhar outra destinada à eternidade, como certas doutrinas acreditavam. Cada um parte em sua própria hora, e ninguém a favor de outro, a não ser que assim seja julgado. E não somos nós que fazemos tal julgamento.

A Morte não é o que você vê nos noticiários. A Morte não é brutalidade, violação, assassinato, suicídio, mutilação ou outras coisas perpetradas por um ser humano contra outro; isso é a vida, não a Morte! Morrer é deixar a carne e tudo o que a carne recebe e emite. Morrer é algo que todos nós temos feito anteriormente e que a maioria fará muitas e muitas vezes. O modo pelo qual morremos não é a escolha de Azrael. É por acaso ou predeterminado (dependendo de como você vê a criação) como o modo pelo qual viemos a este mundo. Como viemos ou iremos não importa; o que fazemos entre um e outro é o que conta.
A humanidade deve reaprender a sentir seus pensamentos e não simplesmente pensá-los. Devemos novamente agir conforme o que sentimos ser a verdade e não de acordo com o que os outros nos impõem.

Em essência, devemos nos reconectar com o nosso Eu espiritual em todos os níveis da vida, e não somente por breves momentos de meditação. Então seremos capazes de sentir novamente e de lembrar quem ou o que de fato nós somos. Na luz de tal revelação, não haverá motivo para temer. Em vez disso, descobriremos o lado “escuro” de nós mesmos e iremos perceber que isso é o que perdemos em nossas vidas; que essa escuridão é uma parte necessária e bela de nosso Ser, sem a qual estaríamos separados para sempre de nosso verdadeiro Eu e de nosso propósito final.

Isso é a essência da dualidade; a importância do equilíbrio. A fim de crescermos juntos com essa dualidade de volta à Unidade, devemos atingir um equilíbrio equivalente conosco mesmo até o ponto em que as metades do dualismo não possam ser distinguidas uma da outra. Todos os pensamentos e emoções se tornam bem misturados de maneira inequívoca. De fato, a porção “espiritual” de nossa dualidade se torna sensivelmente humana e o lado humano, astral. Isso é algo que às vezes “nós” podemos compreender muito bem; nunca é algo fácil e sem esforço. Apesar de que – se alguma vez já esperamos, tanto pessoalmente como coletivamente – findar o ciclo de nascimento, morte e renascimento fora da carne seja algo que devemos aprender a fazer. E aprendemos prestando atenção aos vislumbres fugazes da memória de quem ou o que de fato somos, até que a memória se torne a única força a guiar nosso propósito.

No entanto, estar aqui e agora em forma humana, crescendo junto com sua dualidade, pode provar ser uma experiência um tanto desconcertante, um tipo de loucura que rompe com o sistema sináptico humano, colocando a mente contra a emoção e a carne contra o espírito. A expressão limitada do ego luta contra a expansão de sua natureza; o ego logo percebe que é uma “parte” muito pequena de “si mesmo” e finalmente é consumido por sua parte maior. De fato, a personalidade é absorvida na união que a dualidade, por fim, se torna.

Leilah Wendell

Tradução: Adriano Camargo Monteiro

Revista Sitra Ahra

Edição nº 1, Ano 11/11.

Pagina 57


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